Aqui há uns
tempos no meu blogue, coloquei este texto que ainda hoje não consigo parar de rir ao ler o mesmo. Vamos lá, que alegria é o que se precisa!
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| Ir aos pares é fixe! |
Este Magnifico texto encontra-se no Blogue da
Makeup Cover que por sua vez o descobriu no Facebook. É o que se pode dizer de assenta que nem uma luva!
O grande segredo de todas as mulheres a respeito da casa de banho é
que, quando eras pequenina, a tua mamã levava-te à casa de banho,
ensinava-te a limpar o tampo da sanita com papel higiénico e depois
punha tiras de papel cuidadosamente no perímetro da sanita.
Finalmente instruía-te: "nunca, nunca te sentes numa casa de banho pública!"
E depois ensinava-te a "posição", que consiste em balançar-te sobre a sanita
numa posição de sentar-se sem que o teu corpo tenha contacto com o tampo.
"A Posição" é uma das primeiras lições de vida de uma menina,
importante necessária, que nos acompanha para o resto da vida. Mas ainda
hoje, nos ossos anos de maioridade, "a posição" é dolorosamente difícil
de manter, sobretudo quando a tua bexiga está quase a rebentar.
Quando *TENS* de ir a uma casa de banho pública, encontras uma fila
enorme de mulheres que até parece que o Brad Pitt está lá dentro. Por
isso, resignas-te a esperar, sorrindo amavelmente para as outras
mulheres que também cruzam as pernas e os braços, discretamente, na
posição oficial de tou aqui tou-me a mijar!".
Finalmente é a
tua vez! E chega a típica "mãe com a menina que não aguenta ais" (a
minha filhota já não aguenta mais, desculpe, vou passar à frente, que
pena!). Então verificas por baixo de cada cubículo para ver se não há
pernas. Estão todos ocupados.
Finalmente, abre-se um e lanças-te lá para dentro, quase derrubando a pessoa que ainda está a sair.
Entras e vês que a fechadura está estragada (está sempre!); não importa...
Penduras a mala no gancho que há na porta... QUAAAAAL? Nunca há gancho!!
Inspeccionas a zona, o chão está cheio de líquidos indefinidos e fétidos, e
não te atreves a pousá-la lá, por isso penduras a mala no pescoço enquanto
vês como balança debaixo de ti, sem contar que a alça te desarticula o
pescoço, porque a mala está cheia de coisinhas que foste metendo lá para
entro, durante 5 meses seguidos, e a maioria das quais não usas, mas
que tens no caso de...
Mas, voltando à porta... como
não tinha fechadura, a única opção é segurá-la com uma mão, enquanto
com a outra baixas as calças num instante e pões-te na posição"...
AAAAHHHHHH... finalmente, que alívio... mas é aí que as tuas coxas
começam a tremer... porque nisto tudo já estás suspensa no ar há dois
minutos, com as pernas flexionadas, as cuecas a cortarem-te a circulação
das coxas, um braço estendido a fazer força na porta e uma mala de 5
quilos a cortar-te o pescoço!
Gostarias de te sentar, mas não
tiveste tempo para limpar a sanita nem a tapaste com papel;
interiormente achas que não iria acontecer nada, mas a voz da tua mãe
faz eco na tua cabeça *"nunca te sentes numa sanita pública"*, e então
ficas na "posição de aguiazinha", com as pernas a tremer... e por uma
falha no cálculo de distâncias, um finííííssimo fio do jacto salpica-te e
molha-te até às meias!!
Com sorte não molhas os sapatos... é que adoptar "a posição" requer uma
grande concentração e perícia.
Para distanciar a tua mente dessa desgraça, procuras o rolo de papel
higiénico, maaaaaaaaaaas não hááááá!!! O suporte está vazio!
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| Perdoem o meu inglês |
Então rezas aos céus para que, entre os 5 quilos de bugigangas que tens na
mala, pendurada ao pescoço, haja um miserável lenço de papel... mas para
procurar na tua mala tens de soltar a porta... ???? Duvidas um momento,
mas não tens outro remédio. E quando soltas a porta, alguém a empurra,
dá-te uma trolitada na cabeça que te deixa meio desorientada mas
rapidamente tens de travá-la com um movimento rápido e brusco enquanto
gritas OCUPAAAAAADOOOOOOOOO!!
E assim toda a gente
que está à espera ouve a tua mensagem e já podes soltar a porta sem
medo, ninguém vai tentar abri-la de novo (nisso as mulheres têm muito
respeito umas pelas outras).
Encontras o lenço de papel!! Está
todo enrugado, tipo um rolinho, mas não importa, fazes tudo para
esticá-lo; finalmente consegues e limpas-te. Mas o lenço está tão velho e
usado que já não absorve e molhas a mão toda; ou seja, valeu-te de
muito o esforço de desenrugar o maldito lenço só com uma mão.
Ouves algures a voz de outra velha nas mesmas circunstâncias que tu "alguém tem um pedacinho de papel a mais?" Parva! Idiota!
Sem contar com o galo da marrada da porta, o linchamento da alça da
mala, o suor que te corre pela testa, a mão a escorrer, a lembrança da
tua mãe que estaria envergonhadíssima se te visse assim... porque ela
nunca tocou numa sanita pública, porque, francamente, tu não sabes que
doenças podes apanhar ali, que até podes ficar grávida
(lembram-se??).... Estás exausta! Quando páras já não sentes as pernas,
arranjas-te rapidíssimo e puxas o autoclismo a fazer malabarismos com um
pé, muito importante!
Depois lá vais pró lavatório. Está tudo cheio de agua (ou xixi? lembras-te
do lenço de papel...), então não podes soltar a mala nem durante um
segundo, pendura-la no teu ombro; não sabes como é que funciona a
torneira com os sensores automáticos, então tocas até te sair um
jactozito de água fresca, e consegues sabão, lavas-te numa posição do
corcunda de Notre Dame para a mala não resvalar e ficar debaixo da água.
Nem sequer usas o secador, é uma porcaria inútil, pelo que no fim secas
as mãos nas tuas calças - porque não vais gastar um lenço de papel para
isso - e sais...
Nesse momento vês o teu namorado,
ou marido, que entrou e saiu da casa de banho dos homens e ainda teve
tempo para ler um livro de Jorge Luís Borges enquanto te esperava.
"Mas por que é que demoraste tanto?" - pergunta-te o idiota.
"Havia uma fila enorme" - limitas-te a dizer.
E é esta a razão pela qual as mulheres vão em grupo à casa de banho,
por solidariedade: uma segura-te na mala e no casaco, a outra na porta e
a outra passa-te o lenço de papel debaixo da porta, e assim é muito
mais fácil e rápido, pois só tens de te concentrar em manter "a posição"
e *a dignidade*.